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SÃO PAULO SEDIA A 2ª EDIÇÃO DO SUMMIT INTERNACIONAL DE RISCOS OPERACIONAIS

O 2º Summit Internacional de Riscos Operacionais aconteceu no dia 28 de novembro, terça-feira, em São Paulo.

O evento abordou temas essenciais para o entendimento e aplicação das modificações previstas na Resolução 4.557, do Conselho Monetário Nacional, que trata do Gerenciamento Integrado de Riscos e Capital (GIR) e inclui diversas novas atribuições aos bancos com influência direta nas atividades de risco operacional.

As mudanças entrarão em vigor até fevereiro de 2018. O evento foi voltado para profissionais das áreas de compliance, riscos, auditoria, controles internos e validação de modelos de risco.

Mauro Sampaio, CEO da E-Xyon, empresa de mapeamento e gestão de riscos jurídicos para a indústria bancária, participou do evento, promovido pelo Instituto Febraban de Educação, em São Paulo. O executivo falou sobre a Gestão de Risco de Terceiros: Como mensurar e monitorar o risco de terceiros.

Além do CEO da E-Xyon, estarão no Summit representantes da Febraban, Banco Central, ORX, Banco RABOBANK, MS Brasil, Oliver Wyman, Deliotte, BACEN e PwC Brasil. 

A gestão de riscos operacionais é um grande desafio para as instituições financeiras e demais segmentos do mercado, por exigir grandes esforços no aperfeiçoamento de processos internos e na mitigação de perdas inesperadas para a instituição, assim como na identificação de cenários futuros. A gestão de riscos é um dos principais fatores para a sobrevivência de qualquer empresa.

Riscos de terceiros

Segundo dados do Banco Central, os processos trabalhistas representam mais de 50% do risco operacional da indústria bancária e o entendimento do risco, e seu monitoramento, estão entre os objetivos da Resolução 4.557”.

À medida que aumenta o número de colaboradores em empresas contratadas (terceiros), crescem também os riscos e o volume de processos trabalhistas de terceirizados tramitando no Brasil. Assim, as empresas contratantes têm se deparado com um montante crescente de ações, que podem representar, em casos extremos, até 70% do volume total de processos trabalhistas relacionados com terceiros. Este cenário é ainda mais agravado pelo fato das empresas contratantes desconhecerem os “riscos trabalhistas reais” de suas Terceirizadas, que são muito maiores do que somente os processos comuns entre a contratante e a terceirizada.

“Temos um case de uma empresa contratante, com 40 processos comuns entre a contratante e a terceirizada, mas descobrimos que a terceirizada possui mais de 1.800 processos. Assim, se a terceirizada quebrar, a contratante vai responder pelos 40 processos, e ainda por todos os outros 320 empregados da terceirizada que hoje trabalham para a contratante, que não são objeto de processos”, conta Mauro Sampaio.

Segundo Sampaio, a partir do exemplo do cliente da E-Xyon é fácil entender a extensão e a dramaticidade associadas à exposição do risco trabalhista com terceirizadas. “Nosso objetivo é auxiliar empresas contratantes no mapeamento e monitoramento da exposição ao risco jurídico trabalhista de suas terceirizadas. 

Fonte: http://www.jb.com.br/negocios-e-marketing/noticias/2017/11/22/sao-paulo-...

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